quinta-feira, 26 de agosto de 2010

(PARÊNTESES)

Vim aqui para abrir alguns parentesis

O primeiro para pedir desculpas, sei lá, a mim, a Deus, todo mundo ou a ninguém, porque faz muito tempo que não escrevo.
Meus dias foram muito cheios, terminei o curso de fotografia, comecei outro, terminei, comecei o Villa Lobos, trabalhei, e como estava numa época boa, me achei no direito de não escrever e deixar esse projeto pra depois.
Conclusão; ferrou tudo.
Então estou voltando humildemente, com o 'osso roído e o rabo entre as patas', pra desabafar.
Já são quase duas da manhã e eu estou com os olhos inchados de chorar, e parece que meu peito vai explodir de tanto nervoso, medo, tristeza e choro que eu tive que engolir hoje.
Meu marido resolveu abrir uma franquia. Por mim, sinceramente, nós não teríamos negócio próprio tão cedo - devido a outros planos infalíveis falidos que ainda não contei aqui mas que prometo contar.

As pessoas têm essa mania de ver os negócios como atalho pra riqueza.
Eu penso o seguinte; quer ficar rico? Vou te dar o plano infaível - esse é infalivel mesmo.
Viva com uma parte do que você ganha. Se vire. More mal e coma mal se for necessario. Mas viva só com uma parte do que você ganha. A outra parte, guarde. Durante todos os meses, durante dez anos, ou vinte. Parece ridículo mas fazendo isso voce terá muito dinheiro, proporcional ao que você ganha. E terá conquistado uma renda do lucro do que voce tem guardado.  Um economista poderia te explicar melhor, mas leigamente falando, a ideia e essa.
E é nisso que eu acredito, hoje, depois de ter me ferrado tanto. Acredito em juntar dinheiro. Só isso. E não mexer nele por nada. E daí vem a causa do meu desespero.

Voltando, meu marido sismou de montar uma franquia.
Eu disse: "Espera, deixa você ter o dinheiro pra fazer isso. Se der errado, pelo menos não se individou."
Dai a mae resolveu vender uns bens pra poder pagar o novo negócio, e entrar de sócia.
Ai eu disse: "Tudo otimo, excelente, mas espera sua mãe conseguir vender. espera estar com o dinheiro na mão."
Só que ele queria agora.... AGORA!!!! (batendo o pé e fazendo birra) Deu uma briga. Eu pedi. Implorei pra ele esperar. Mas ele não me ouviu. Alias, ele não viu nada na frente dele.
Foi lá e assinou tudo. Entendeu???? Assinou!! ASSSINNNOOOOUUU!!!!
Pôs a bunda na seringa!!!!A dele e a minha, de quebra. Raspou nossas economias pra dar a entrada.
Agora ele tem 4 meses (SÓ quatro meses) pra conseguir regularizar o bem, vender, receber o dinheiro, alugar um local, fazer obra, e abrir a franquia!!!! Com um pequeno detalhe; se ele não conseguir vender o bem, estamos F...!!!!!!!!!!! Porque não temos outro lugar de onde tirar dinheiro!!!
Logo agora que eu estava em paz.... Logo agora que as coisas estavam caminhando pra gente....
Eu tô muito chateada. Tô me sentindo tão sozinha. Muuito sozinha.
Esse é um daqueles dias que se um vampiro aparecesse na minha janela e quisesse sugar todo o meu sangue, ou me morder e me levar com ele, estaria me fazendo um favor.
Cara, eu andei tanto, mas tanto pra chegar até aqui... e já estou vendo tudo ruir.
Não porque o negócio não pareça bom. Mas porque isso é loucura!!!!
Como alguém assina alguma coisa, contando com um dinheiro que ainda esta no ovo, no * da galinha???????? E sem ter pra onde fugir, sem ter um plano B!!!
O pior é que não sou eu, a Rainha dos Planos Faliveis, que está fazendo essa m*. É ele.... o senhor perfeitinho!!!! O senhor 'fiz adm na ibmec!', o senhor 'toque de midas'!!!!
E eu ainda tive que fingir um sorriso e brindar com uma champagne! E eu só queria poder chorar! Só queria poder dar um murro nele e evitar aquele tiro no pé. No nosso pé.
Meu Deus! Era só  esperar um pouco!!!!

Ai.... como eu queria alguém 'maior' do que eu pra me abraçar nesse momento... pra dizer que tudo isso vai passar. Pra dizer que eu não estou sozinha. E que tem alguém 'maior' pra resolver tudo, caso dê merda.
Que vontade de tirar umas férias em MARTE!

terça-feira, 15 de junho de 2010

MEUS PRIMEIROS PLANOS INFALÍVEIS - II

Hoje foi um dia especial para o meu projeto de fotografia. Comprei minha Nikon D90, e estou começando a me familiarizar com o fotômetro e os ajustes de obturador e diafragma. Estou me sentindo uma 'mãe de primeira viagem', daquelas mães bestas que têm medo de pegar os filhos porque eles parecem frágeis demais. É assim que eu estou com a câmera... cheia de dedos... mas sei que isso passa... e enquanto ela não tiver o filtro, vou deixá-la em casa mesmo. Mas não vejo a hora de tirar um fim de semana pra fazer umas fotos em algum lugar...

Bom, voltando de onde paramos... Meus primeiros planos infalíveis;

Eu fui uma boa aluna no período de escola. Passei em todas as séries.
Eu enlouqueci mesmo foi no vestibular. Peguei a 'síndrome dos 50 por vaga'.
Eu encarei o vestibular como Rocky Balboa encarava os ringues. Respirei vestibular - e só vestibular - por um ano inteiro e sofri de várias paranóias malucas.

A primeira paranóia foi "TENHO QUE PASSAR ESSE ANO PORQUE NÃO AGUENTARIA MAIS UM ANO DESSES".
Hoje, do alto dos meus míseros 27 anos, eu vejo que eu era o tipo de aluna que iria passar no segundo vestibular, mais madura, mais certa do que queria, e com mais conhecimento para ter uma colocação melhor. Mas eu achava que se eu não passasse de primeira, a tristeza e o desespero iriam me sucumbir e eu nunca mais acreditaria em mim mesma, porque aliada a essa, tinha outra paranóia:

"EU NUNCA POSSO SER REPROVADA EM NENHUMA PROVA FINAL, EM NENHUMA SELEÇÃO FINAL, EM NADA"; eu me dei conta de que nunca havia sido reprovada em nada, e não era agora que eu iria me permitir fracassar.
E isso foi tão obsessivo na minha vida, que a minha maior preocupação não era a carreira, e sim, a relação candidato-vaga!
Graças a Deus eu não pensava em Medicina, nem em Direito, mas a-do-ra-va Publicidade e Relações Públicas. Na época, depois de Medicina e Direito, eram as carreiras mais concorridas. Quase 50 candidatos por uma vaga... solução??? Ser covarde o bastante para escolher 5 profissões (três das quais eu gostava maaais ou meeenos, mas tinham uma excelente relação candidato/vaga - 1 para 20 no máximo), colocar cada uma delas em uma faculdade diferente, e rezar pra 'DEUS' escolher o meu destino...
É óbvio que Deus tinha coisa melhor pra fazer do que aturar minhas covardias, e eu acabei ficando nas mãos da Probabilidade mesmo;

Logo;  passei na mais fácil (ou menos difícil, se preferir assim). Arquitetura na UFRJ.
O novo plano infalível??? Fazer Arquitetura na Ufrj - que era tida, alguém algum dia falou, como a mais conceituada em Arquitetura. E aqui nascem outras paranóias de vestibular. A primeira;

"QUANTO ANTES VOCÊ SE FORMA, MAIS CHANCE TEM DE VENCER" - Balela! Mas eu achava que sim, por isso também, a minha pressa de passar no primeiro ano.

Segunda: "QUEM FAZ A FACULDADE MAIS CONCEITUADA DA PROFISSÃO, TEM MAIS CHANCE DE VENCER" - E permitam-me frisar que eu disse 'mais conceituada', e não melhor.
Isso é outra balela.... Eu me enfiei no fim do mundo (leia-se: Fundão - o nome do local diz tudo), gastei dinheiro de passagem e alimentação como uma louca, saía de Niterói e atravessava o Rio todos os dias, em pé num ônibus cheio, uma hora e meia pra ir, sabe-se lá Deus quantas horas pra voltar, passando perto de várias zonas de risco da Avenida Brasil, tudo porque??? Porque algum dia, alguém disse que a UFRJ era a melhor faculdade de Arquitetura do estado, e as pessoas saíram propagando isso, e eu BURRA acreditei em algo que 'as pessoas falavam por aí'.
Tudo isso pra encher a minha boca pra falar que eu estudava Arquitetura na UFRJ! Uff era medíocre!
-B-U-R-R-A!!!!!
Bastaram alguns meses pra eu começar a baixar a minha crista. Eu via as pessoas da Uff almoçando em casa, estagiando em alguma coisa, tendo o conforto de ir a pé para a faculdade ou pelo menos pegar um ônibus só, e eu perdendo o meu dia inteiro naquele fim de mundo, sem poder voltar porque tinha uma aula às 10:00 e depois só as 13:00... ficávamos perambulando naquele lugar poeirento durante tres horas, esperando a próxima aula. Mas não era só isso;
A comida era um lixo - pelo menos a que os estudantes podiam pagar. As salas velhas e caindo aos pedaços, os banheiros com seus tetos escorados por cabos de vassouras. Faltava tudo e mais alguma coisa. E os professores; a maioria uns prepotentes que tratavam a gente que nem lixo, davam explicações de má vontade, exigiam projetos impossíveis de serem executados, e as vezes faltavam sem dar a mínima explicação.

Deixa eu contar só duas histórias;
Um dia, eu cheguei pra fazer uma prova e a sala estava interditada. Porque estava com PULGA!!!! Você imagina uma sala com pulga???? Pois é; nem queira ver aqueles bichinhos pretos nojentos pulando no seu moletom!
Uma outra vez, eu estava fazendo um trabalho sobre os jardins do MEC. A professora olhou a maquete e me disse: "_Eu quero ver os jardins RESPIRAREM!"
Eu e o grupo passamos 4 horas pensando sobre o que iríamos fazer, pois como fazíamos parte do grupo contra drogas e maconha, nunca tínhamos visto um jardim respirar. Resolvemos então, inebriados pelo cansaço físico e mental, fazer as árvores e plantas roxas e rosas, fazendo uma alusão ao pulmão, como se fossem brônquios; o jardim como o pulmão do Mec! Meio maluca a idéia, mas era boa... pra quem chama de arte, um ponto preto num canto de uma tela branca. E a professora a princípio aprovou. Mas quis o restante do prédio em acrílico.
Vocês sabem  quanto custa fazer uma maquete de mais ou menos 30x50 cm DE ACRÍLICO?????
Gastamos 120 reais só na estrutura da maquete. Quando mostramos o projeto, um dia antes da apresentação, a maluca me diz que queria que o prédio imergisse de dentro de uma bola de ar. Sugeriu uma bexiga!!!! UMA BEXIGAAAA!!!! Agora me digam por favor, se vocês, assim como eu, têm o mínimo de noção de tamanho; COOOOMMMOOO, por Deus, eu poderia colocar uma caixa de acrílico pontuda de 30x50, dentro de uma bexiga - mesmo que fosse um bolão!? Ela queria uma bexiga cheia de ar, e dentro, 'flutuando', o prédio!!!!!! Óbvio que não conseguimos.....
Resultado; um 6! Tiramos 6! Só conseguimos tirar um 6 e ficar uns 200 reais mais pobres....
Depois as pessoas me chamam de LOOUCA por eu ter saído correndo daquele hospício!
Eu digo; não fui louca por ter saído. Fui louca por ter entrado. Principalmente porque era um curso que eu gostava maaisss ou meeenos.
Então, deixa eu listar algumas coisas que eu aprendi com isso, porque acertar eu ainda não sei, mas se puder ajudar contando onde eu errei, ja estou satisfeita:

1. NÃO SE SINTA OBRIGADO A SABER O QUE QUER COM 18 ANOS:
As pessoas vão te pressionar... mas não é por mal. É por ansiedade, sei lá. E você não tem que considerar mais nada, além de : _"Em que eu gostaria de trabalhar, todos os dias, daqui em diante?" - esqueçam  a relação candidato/vaga, você é jovem e pode esperar mais um pouco pra passar no que você realmente quer. Um, dois ou três anos não são nada de atraso na sua vida comparados com o resto dela.

2. NÃO DESISTA DO QUE QUER POR SER DIFÍCIL:
Posso garantir que, mais difícil do que passar em medicina, é passar a vida (ou parte dela) fazendo algo que você não quer. Nós passamos 16 horas acordados, por dia, e dessas 16 horas, 8 são trabalho, 5 dias por semana... É muito tempo pra estar em companhia de algo que não se gosta.
Eu tenho um amigo que passou anos tentando medicina. No fim, as pessoas já pressionavam, criticavam, alguns amigos já estavam nos últimos períodos, mas ele continuou.
Se formou no ano passado. E eu que corri tanto atrás do que eu NÃO queria, estou hoje, tendo que recomeçar do zero e não sou formada em nada. Logo, prefira fazer bem feito, pacientemente, uma vez só, pra não ter que ficar mudando de carreira. Agarre-se ao que você quer.

3. TER DIPLOMA NÃO É GARANTIA DE NADA. E NÃO TER, TAMBÉM NÃO É CONDENAÇÃO A NADA.
Se a profissão que você gosta não exige faculdade, e sim um curso técnico, vá a em frente. Conheço várias pessoas que têm sucesso e ganham bem, com curso técnico, e também conheço advogados que ganham uma merreca, e em 4 anos de trabalho, não vão compensar sequer a grana que investiram na faculdade. Falando nisso;

4. NÃO EXISTE PROFISSÃO QUE GARANTA RIQUEZA:
Por favor, não deixe de fazer o que você gosta porque alguém te disse que se fizer Direito, vai ter mais sucesso, vai ganhar melhor. Isso não existe!!! Direito é um curso como qualquer outro; você tem que
 correr atrás pra conquistar o seu lugar. Existe uma minoria de Promotores, Juízes e Delegados - os bem pagos do direito - e alguns advogados que têm seu lugar ao sol, seguidos por uma penca de gente que ganha o suficiente pra tomar uma cerveja nos fins de semana, trabalhadores comuns, que ganham salários comuns. E essa é a maioria esmagadora! Pelo amor de Deus, cuidado com o 'plano infalível': Fazer Direito pra ser Juiz. Não é fácil assim. Como em qualquer outra profissão, pra você chegar ao topo tem que ralar muuuuuito, estudar, abdicar de várias coisas, se esforçar além dos seus limites. E se dedicar tanto a algo que você não gosta, é um inferno!
Tem cabeleireiros que ganham fortunas, Músicos que são ricos, enfim, é 'menos falível' você escolher o que gosta pra ser realmente bom naquilo. E, se tiver atitude e contatos, vai crescer.

5. DIFERENCIE 'FACULDADE BOA' DE 'FACULDADE QUE TEM FAMA DE BOA':
Primeiro, vou te contar um segredo; na maioria dos casos, não faz a mínima diferença pra quem vai te contratar, se você fez UFRJ, UFF, UERJ... Claro que se você fez uma faculdadesinha de esquina que nem conhecida é, ou uma que tem fama de ser péssima, pode fazer diferença. Mas tirando essas, as outras estão todas no mesmo saco. O que vai fazer a diferença realmente, é o seu currículo! Sua experiência, as coisas de que participou, cursos que tem, como você se promove no seu currículo e o que eles vêem em você na hora da entrevista. Sobre a faculdade, o que interessa é se você é formado; PONTO.
E se você tem preconceitos contra faculdades particulares, é bom repensar.
Faculdade boa é aquela que, em primeiro lugar, tem aulas. Uma boa faculdade tem professores bem sucedidos em suas carreiras, bem pagos e motivados a deixarem um legado. Uma boa faculdade tem infra-estrutura e 'empresas juniores' para dar aquela força na sua primeira experiência. Uma boa faculdade promove cursos e palestras com pessoas de sucesso na sua área, e acima de tudo, contatos, amizades com pessoas que vão poder se juntar a você no futuro e crescer junto, ou até quem sabe, te puxar pra cima.
Existem faculdades que a meu ver, são sim, muito mas muito superiores às faculdades públicas. IBMEC, ESPM, a própria PUC, e várias outras. Algumas particulares ficam no nível das públicas, pois têm a mesma qualidade de ensino , só que uma melhor infraestrutura, mas não a mesma 'fama'. E outras realmente ficam abaixo, por atraírem um grupo de alunos despreparados, e terem uma política de aprovar a torto e a direito.

6. FAÇA CONTATOS
Os contatos são cruciais... ter amigos que tenham bons contatos faz com que as oportunidades cheguem aos seus ouvidos primeiro. Você deve procurar amigos que possam ser parceiros de profissão.
É um erro passar os 4 ou 5 anos de faculdade, focando nos amigos engraçados, legais mas que só podem te convidar pra uma cerveja no boteco do bigode...
Voce pode tê-los. Mas foque no amigo que futuramente pode te convidar para um estagio, pra montar um negócio, ou pra empresa do amigo do pai dele. Foque naqueles que somem, profissionalmente, a você.
Você vai precisar muito deles ao longo da sua carreira.

7. MELHOR CAIR NO MERCADO DE TRABALHO DO QUE SER UM ETERNO ESTUDANTE:
Ter mestrado, doutorado, curso dos cambau a quatro e especializações é muito bom. Mas não é tudo e nem é o mais importante. Se você ficar a vida inteira inventando mestrados e doutorados e esquecer de 'ops' TRABALHAR, você vai ser um gênio desempregado.
Quem te contrata quer a tal experiência. E um nome de uma grande empresa ou de um grande projeto pesam mil vezes mais no seu currículo do que milhões de especializações.

8. NÃO FIQUE ESPERANDO O ESTÁGIO PERFEITO; SE JOGUE NO QUE TEM
Como eu já disse, o que conta é experiência, experiência, experiência.

9. SE VOCÊ SENTE QUE ESTÁ NA FACULDADE ERRADA, SAIA LOGO, NÃO FIQUE ESPERANDO OS ÚLTIMOS PERÍODOS PRA SE SENTIR INFELIZ.
Mas saiba diferenciar. Existem certos cursos (profissões) em que o período de faculdade em si, nada tem a ver com a execução da profissão. Exemplo: psicologia. Na faculdade você vai estudar toda a teoria, mas o seu dia a dia não vai ser com um livro, e sim, com pessoas, varias pessoas falando e ouvindo você. Ou seja, você pode não gostar do período do curso, mas vai gostar de ser psicólogo.

10. SAIBA FAZER O SEU CURRÍCULO E FAZER ENTREVISTAS:
Em 2007, eu fui assistir a uma palestra/ curso de vendas de um espanhol, que era um dos presidentes da empresa em que eu trabalhava. Um amigo de trabalho ficou de fazer as traduções. No segundo dia, ele estava rouco e disperso e eu me ofereci pra fazer as traduções daquele dia (lembra que eu fiz o básico de espanhol? Falei no post anterior)- tudo muito informal.Mas me saí muito bem.
No meu currículo essa experiência 'informal' está descrita da seguinte forma: Na parte de idiomas: Em experiências - Espanhol: 'Tradução do Curso de Vendas e Negociação, ministrado pelo Sr. xxxxxx , presidente da companhia xxxxxx'.
Ou seja, coisas pequenas que esquecemos, poderiam somar uns pontos a mais no nosso currículo.
Saiba colocar as suas experiências de modo atraente.
Quanto às entrevistas, nunca perdi uma sequer. Passei em todas as entrevistas de todas as seleções que já fiz na minha vida. E olha que são muitas, e em diversas àreas e com vários concorrentes. Futuramente eu faço um post dando dicas para entrevistas. Mas o básico é; seja simpática, agradável, se tiver uma oportunidade de 'pegar o lápis que caiu no chão, da outra candidata, e devolvê-lo com um sorriso', não perca essa oportunidade. Isso demonstra várias coisas sobre você, e o entrevistador com certeza vai perceber. Mas não seja falsa. Aproveite o momento para demonstrar suas qualidades, mas só as que forem genuínas. E nunca, nunca se mostre cheia de si. Humildade é algo que todos prezam.

... amanhã continuamos...





quinta-feira, 10 de junho de 2010

MEUS PRIMEIROS PLANOS INFALÍVEIS - I

Hoje eu tenho aula de fotografia. Depois trabalho na noitada, tirando fotos dos clientes da casa.
Aproveitei pra dar uma boa descansada, porque trabalho quinta, sexta e sábado, e sábado é dia dos namorados - e aniversário da Lorena - e eu não quero estar uma zumbi.
Depois desse texto, vou estudar pro concurso do MPU...

Gostaría de voltar ao ponto de onde parei e falar um pouco dos planos na época da minha adolescência:

Nem sempre eu me joguei em planos infalíveis malucos... Fui uma criança e adolescente bem caxias, cujo único plano infalível (na verdade, uma etapa para um plano infalível) era estudar, tirar boas notas e passar de ano até me formar. Esse na verdade foi o meu primeiro plano.
Com mais ou menos 14 anos, comecei a escutar, com mais frequência, por aí, que quem não falava inglês, na minha geração, estava perdido. E acreditei.
Fiquei desesperada! Na minha cabeça de adolescente, eu não podia virar uma desempregada porque não tinha inglês! Mas os cursos eram muito caros. Mas isso não me deteve. Chorei uma bolsa no Instituto Brasil-Estados Unidos, um curso que já era mais barato que os outros, e com o preço menor e o desconto da bolsa, minha mãe pôde pagar.
Fiquei lá por uns dois anos... Depois, comecei a ouvir falar que inglês mesmo era na Cultura Inglesa, que quem não se formava lá, já saía um pouco atrás. Outro desafio, porque a Cultura Inglesa, além de ser cara demais, fazia uma tal prova de nivelamento, com alunos vindos de outros cursos, e geralmente nivelava os alunos em períodos mais abaixo aos correspondentes. Bom, sobre isso, eu estudei. Sobre o preço, minha querida FADA (vocês entenderão porque futuramente) - Madrinha, se ofereceu para pagar - . Em 2001 eu estava me formando no Diploma 4 - o fim do curso - e no meu diploma está escrito que eu sou " capaz de utilizar a língua fluentemente, em TODAS as situações, inclusive situações profissionais com vocabulários específicos" e bla bla bla...
Deixa eu dar uma opinião sobre isso: primeiro; TODAS as pessoas que eu conheço, que falam o inglês tido como fluente, no fundo no fundo, permanecem com o sentimento de que não dominam a língua nem 70% do que esperavam dominar... PORQUEEE.... o inglês tem que ser vivenciado sempre, para nao ser esquecido. E se voce não é uma patricinha rica que viaja para "New York" uma vez por ano, você acaba esquecendo muitas palavras do vocabulário, sim! E se voce é uma patricinha rica que vai sempre lá, voce TAMBÉM acaba esquecendo, ou melhor, substituindo algumas palavras e expressões pela famosa 'slang'; gíria;  a não ser que você queira parecer um ET na terra dos outros, comparativamente falando, como se Dom Casmurro chegasse hoje aqui na minha sala e resolvesse conversar comigo naquele português perfeito, mas nada prático.
E já que eu estou dando a minha opinião, e opiniao é algo pessoal, vou falar de uma coisa que eu acho 'trevas'; primeiro que a gente mora no Brasil, e conversa com pessoas brasileiras, então, na hora de falar alguma palavra americana ou inglesa, incorporada no nosso idioma, vamos ter bom senso minha gente!!!
É claro que nao vamos pronunciar o Shopping Down Town da Barra da Tijuca, como 'dantal', como eu já vi algumas pessoas falarem. Mas palavras como Internet, a pronúncia já incorporada tá liberada né? Acho ridículo as pessoas que ficam corrigindo as outras com palavras desse tipo. Soa esnobe. "_ Fulano, nao é 'intêrnét'; é 'Ííínternet' " - ah.... faça-me o favor.... Eu peço 'quetchup' na lanchonete; e não 'kétchâp'

Bom, e voltando ao assunto dos meus planos; sobre o plano de falar inglês, aqui vai uma dica de verdade; independente do curso que se faça, uma coisa que me ajudou muito, e ajuda até hoje, é traduzir letras de música, decorar letras de música, ver filmes legendados, prestando atenção nas palavras. Quanto aos filmes, é até divertido. Você acaba 'pescando' algumas piadas ou trocadilhos que as vezes não foram possíveis de traduzir...
Quando eu já estava estudando inglês há uns 4 anos, ouvi que o bom mesmo era falar espanhol também. E lá fui eu, estudar espanhol.
E essa deve ter sido a primeira coisa que eu comecei mas não terminei (isso se você não contar o ballet, quando eu tinha 4 anos e quis sair porque me assustava todas as vezes que a professora batia com o cabo de vassoura no chão pra marcar o tempo, e que minha mãe jurava até hoje que, apesar de eu ter implorado até os 15 anos, nunca me matriculou novamente pra eu aprender a não desistir das coisas na vida. Depois eu descobri que foi grana... mas isso é outra história).
Mas sabe que eu acho que o meu problema maior na vida não foi desistir... pelo contrário... foi a persistência, muitas vezes, quem me derrotou.
A diferença entre Persistência e Teimosia é uma linha tênue e transparente. Tem navios que é melhor você abandonar já no porto.
E eu tenho uma paranóia que eu chamo de paranóia do ballet (por causa da história que eu contei) que é ter medo de desistir, achar que quem desiste é fraco e etc e tal. E nem sempre quem desiste é fraco.
Quem desiste de brigar num bar, de pular de uma ponte, de cutucar um pitbull, de dar seu telefone pra um cara estranho, ou de comer um pf num restaurante sujo, não é fraco; é prevenido. E as vezes até sábio.
Muita gente me critica porque eu larguei a faculdade de Arquitetura. Eu não acho que eu fiz errado. Eu acho que o errado não foi largar. Foi entrar! Foi tentar me convencer de que era isso o que eu queria, por pura covardia de fazer o vestibular de novo. Foi passar dois anos lá tentando me convencer de que eu gostava daquilo, e o pior, de que eu gostava da UFRJ (rs)
Ter talento é uma coisa; gostar é outra.
Mas isso também é outro assunto...

Voltando ao Espanhol, eu parei o espanhol por causa do fatídico ano do vestibular, quando todos ficam loucos e a sociedade te pressiona pra saber o que você quer fazer para o resto da sua vida, quando você ainda nem sabe o que quer fazer no fim de semana.

... continua ...