Hoje eu tenho aula de fotografia. Depois trabalho na noitada, tirando fotos dos clientes da casa.
Aproveitei pra dar uma boa descansada, porque trabalho quinta, sexta e sábado, e sábado é dia dos namorados - e aniversário da Lorena - e eu não quero estar uma zumbi.
Depois desse texto, vou estudar pro concurso do MPU...
Gostaría de voltar ao ponto de onde parei e falar um pouco dos planos na época da minha adolescência:
Nem sempre eu me joguei em planos infalíveis malucos... Fui uma criança e adolescente bem caxias, cujo único plano infalível (na verdade, uma etapa para um plano infalível) era estudar, tirar boas notas e passar de ano até me formar. Esse na verdade foi o meu primeiro plano.
Com mais ou menos 14 anos, comecei a escutar, com mais frequência, por aí, que quem não falava inglês, na minha geração, estava perdido. E acreditei.
Fiquei desesperada! Na minha cabeça de adolescente, eu não podia virar uma desempregada porque não tinha inglês! Mas os cursos eram muito caros. Mas isso não me deteve. Chorei uma bolsa no Instituto Brasil-Estados Unidos, um curso que já era mais barato que os outros, e com o preço menor e o desconto da bolsa, minha mãe pôde pagar.
Fiquei lá por uns dois anos... Depois, comecei a ouvir falar que inglês mesmo era na Cultura Inglesa, que quem não se formava lá, já saía um pouco atrás. Outro desafio, porque a Cultura Inglesa, além de ser cara demais, fazia uma tal prova de nivelamento, com alunos vindos de outros cursos, e geralmente nivelava os alunos em períodos mais abaixo aos correspondentes. Bom, sobre isso, eu estudei. Sobre o preço, minha querida FADA (vocês entenderão porque futuramente) - Madrinha, se ofereceu para pagar - . Em 2001 eu estava me formando no Diploma 4 - o fim do curso - e no meu diploma está escrito que eu sou " capaz de utilizar a língua fluentemente, em TODAS as situações, inclusive situações profissionais com vocabulários específicos" e bla bla bla...
Deixa eu dar uma opinião sobre isso: primeiro; TODAS as pessoas que eu conheço, que falam o inglês tido como fluente, no fundo no fundo, permanecem com o sentimento de que não dominam a língua nem 70% do que esperavam dominar... PORQUEEE.... o inglês tem que ser vivenciado sempre, para nao ser esquecido. E se voce não é uma patricinha rica que viaja para "New York" uma vez por ano, você acaba esquecendo muitas palavras do vocabulário, sim! E se voce é uma patricinha rica que vai sempre lá, voce TAMBÉM acaba esquecendo, ou melhor, substituindo algumas palavras e expressões pela famosa 'slang'; gíria; a não ser que você queira parecer um ET na terra dos outros, comparativamente falando, como se Dom Casmurro chegasse hoje aqui na minha sala e resolvesse conversar comigo naquele português perfeito, mas nada prático.
E já que eu estou dando a minha opinião, e opiniao é algo pessoal, vou falar de uma coisa que eu acho 'trevas'; primeiro que a gente mora no Brasil, e conversa com pessoas brasileiras, então, na hora de falar alguma palavra americana ou inglesa, incorporada no nosso idioma, vamos ter bom senso minha gente!!!
É claro que nao vamos pronunciar o Shopping Down Town da Barra da Tijuca, como 'dantal', como eu já vi algumas pessoas falarem. Mas palavras como Internet, a pronúncia já incorporada tá liberada né? Acho ridículo as pessoas que ficam corrigindo as outras com palavras desse tipo. Soa esnobe. "_ Fulano, nao é 'intêrnét'; é 'Ííínternet' " - ah.... faça-me o favor.... Eu peço 'quetchup' na lanchonete; e não 'kétchâp'
Bom, e voltando ao assunto dos meus planos; sobre o plano de falar inglês, aqui vai uma dica de verdade; independente do curso que se faça, uma coisa que me ajudou muito, e ajuda até hoje, é traduzir letras de música, decorar letras de música, ver filmes legendados, prestando atenção nas palavras. Quanto aos filmes, é até divertido. Você acaba 'pescando' algumas piadas ou trocadilhos que as vezes não foram possíveis de traduzir...
Quando eu já estava estudando inglês há uns 4 anos, ouvi que o bom mesmo era falar espanhol também. E lá fui eu, estudar espanhol.
E essa deve ter sido a primeira coisa que eu comecei mas não terminei (isso se você não contar o ballet, quando eu tinha 4 anos e quis sair porque me assustava todas as vezes que a professora batia com o cabo de vassoura no chão pra marcar o tempo, e que minha mãe jurava até hoje que, apesar de eu ter implorado até os 15 anos, nunca me matriculou novamente pra eu aprender a não desistir das coisas na vida. Depois eu descobri que foi grana... mas isso é outra história).
Mas sabe que eu acho que o meu problema maior na vida não foi desistir... pelo contrário... foi a persistência, muitas vezes, quem me derrotou.
A diferença entre Persistência e Teimosia é uma linha tênue e transparente. Tem navios que é melhor você abandonar já no porto.
E eu tenho uma paranóia que eu chamo de paranóia do ballet (por causa da história que eu contei) que é ter medo de desistir, achar que quem desiste é fraco e etc e tal. E nem sempre quem desiste é fraco.
Quem desiste de brigar num bar, de pular de uma ponte, de cutucar um pitbull, de dar seu telefone pra um cara estranho, ou de comer um pf num restaurante sujo, não é fraco; é prevenido. E as vezes até sábio.
Muita gente me critica porque eu larguei a faculdade de Arquitetura. Eu não acho que eu fiz errado. Eu acho que o errado não foi largar. Foi entrar! Foi tentar me convencer de que era isso o que eu queria, por pura covardia de fazer o vestibular de novo. Foi passar dois anos lá tentando me convencer de que eu gostava daquilo, e o pior, de que eu gostava da UFRJ (rs)
Ter talento é uma coisa; gostar é outra.
Mas isso também é outro assunto...
Voltando ao Espanhol, eu parei o espanhol por causa do fatídico ano do vestibular, quando todos ficam loucos e a sociedade te pressiona pra saber o que você quer fazer para o resto da sua vida, quando você ainda nem sabe o que quer fazer no fim de semana.
... continua ...
Aproveitei pra dar uma boa descansada, porque trabalho quinta, sexta e sábado, e sábado é dia dos namorados - e aniversário da Lorena - e eu não quero estar uma zumbi.
Depois desse texto, vou estudar pro concurso do MPU...
Gostaría de voltar ao ponto de onde parei e falar um pouco dos planos na época da minha adolescência:
Nem sempre eu me joguei em planos infalíveis malucos... Fui uma criança e adolescente bem caxias, cujo único plano infalível (na verdade, uma etapa para um plano infalível) era estudar, tirar boas notas e passar de ano até me formar. Esse na verdade foi o meu primeiro plano.
Com mais ou menos 14 anos, comecei a escutar, com mais frequência, por aí, que quem não falava inglês, na minha geração, estava perdido. E acreditei.
Fiquei desesperada! Na minha cabeça de adolescente, eu não podia virar uma desempregada porque não tinha inglês! Mas os cursos eram muito caros. Mas isso não me deteve. Chorei uma bolsa no Instituto Brasil-Estados Unidos, um curso que já era mais barato que os outros, e com o preço menor e o desconto da bolsa, minha mãe pôde pagar.
Fiquei lá por uns dois anos... Depois, comecei a ouvir falar que inglês mesmo era na Cultura Inglesa, que quem não se formava lá, já saía um pouco atrás. Outro desafio, porque a Cultura Inglesa, além de ser cara demais, fazia uma tal prova de nivelamento, com alunos vindos de outros cursos, e geralmente nivelava os alunos em períodos mais abaixo aos correspondentes. Bom, sobre isso, eu estudei. Sobre o preço, minha querida FADA (vocês entenderão porque futuramente) - Madrinha, se ofereceu para pagar - . Em 2001 eu estava me formando no Diploma 4 - o fim do curso - e no meu diploma está escrito que eu sou " capaz de utilizar a língua fluentemente, em TODAS as situações, inclusive situações profissionais com vocabulários específicos" e bla bla bla...
Deixa eu dar uma opinião sobre isso: primeiro; TODAS as pessoas que eu conheço, que falam o inglês tido como fluente, no fundo no fundo, permanecem com o sentimento de que não dominam a língua nem 70% do que esperavam dominar... PORQUEEE.... o inglês tem que ser vivenciado sempre, para nao ser esquecido. E se voce não é uma patricinha rica que viaja para "New York" uma vez por ano, você acaba esquecendo muitas palavras do vocabulário, sim! E se voce é uma patricinha rica que vai sempre lá, voce TAMBÉM acaba esquecendo, ou melhor, substituindo algumas palavras e expressões pela famosa 'slang'; gíria; a não ser que você queira parecer um ET na terra dos outros, comparativamente falando, como se Dom Casmurro chegasse hoje aqui na minha sala e resolvesse conversar comigo naquele português perfeito, mas nada prático.
E já que eu estou dando a minha opinião, e opiniao é algo pessoal, vou falar de uma coisa que eu acho 'trevas'; primeiro que a gente mora no Brasil, e conversa com pessoas brasileiras, então, na hora de falar alguma palavra americana ou inglesa, incorporada no nosso idioma, vamos ter bom senso minha gente!!!
É claro que nao vamos pronunciar o Shopping Down Town da Barra da Tijuca, como 'dantal', como eu já vi algumas pessoas falarem. Mas palavras como Internet, a pronúncia já incorporada tá liberada né? Acho ridículo as pessoas que ficam corrigindo as outras com palavras desse tipo. Soa esnobe. "_ Fulano, nao é 'intêrnét'; é 'Ííínternet' " - ah.... faça-me o favor.... Eu peço 'quetchup' na lanchonete; e não 'kétchâp'
Bom, e voltando ao assunto dos meus planos; sobre o plano de falar inglês, aqui vai uma dica de verdade; independente do curso que se faça, uma coisa que me ajudou muito, e ajuda até hoje, é traduzir letras de música, decorar letras de música, ver filmes legendados, prestando atenção nas palavras. Quanto aos filmes, é até divertido. Você acaba 'pescando' algumas piadas ou trocadilhos que as vezes não foram possíveis de traduzir...
Quando eu já estava estudando inglês há uns 4 anos, ouvi que o bom mesmo era falar espanhol também. E lá fui eu, estudar espanhol.
E essa deve ter sido a primeira coisa que eu comecei mas não terminei (isso se você não contar o ballet, quando eu tinha 4 anos e quis sair porque me assustava todas as vezes que a professora batia com o cabo de vassoura no chão pra marcar o tempo, e que minha mãe jurava até hoje que, apesar de eu ter implorado até os 15 anos, nunca me matriculou novamente pra eu aprender a não desistir das coisas na vida. Depois eu descobri que foi grana... mas isso é outra história).
Mas sabe que eu acho que o meu problema maior na vida não foi desistir... pelo contrário... foi a persistência, muitas vezes, quem me derrotou.
A diferença entre Persistência e Teimosia é uma linha tênue e transparente. Tem navios que é melhor você abandonar já no porto.
E eu tenho uma paranóia que eu chamo de paranóia do ballet (por causa da história que eu contei) que é ter medo de desistir, achar que quem desiste é fraco e etc e tal. E nem sempre quem desiste é fraco.
Quem desiste de brigar num bar, de pular de uma ponte, de cutucar um pitbull, de dar seu telefone pra um cara estranho, ou de comer um pf num restaurante sujo, não é fraco; é prevenido. E as vezes até sábio.
Muita gente me critica porque eu larguei a faculdade de Arquitetura. Eu não acho que eu fiz errado. Eu acho que o errado não foi largar. Foi entrar! Foi tentar me convencer de que era isso o que eu queria, por pura covardia de fazer o vestibular de novo. Foi passar dois anos lá tentando me convencer de que eu gostava daquilo, e o pior, de que eu gostava da UFRJ (rs)
Ter talento é uma coisa; gostar é outra.
Mas isso também é outro assunto...
Voltando ao Espanhol, eu parei o espanhol por causa do fatídico ano do vestibular, quando todos ficam loucos e a sociedade te pressiona pra saber o que você quer fazer para o resto da sua vida, quando você ainda nem sabe o que quer fazer no fim de semana.
... continua ...
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